domingo, 18 de abril de 2010

Jardim

Jardim


Cheiro de capim-limão
Trigo que compõe o pão
entrego tudo em suas mãos
odor de jasmim
Flor de meu jardim]aflorece para mim
nas manhas sempre assim
Rosas amarelas
ainda quero elas
sempre lindas em minha janela
olhos querem ver
voce crescer e aparecer
da sacada
jardim ligeiro amanhecer.


Luiz Carlos Freitas
Calu

Lembrem-se

Lembrem-se



Minha marca quero deixar
Aqui ou acolá
Não quero ser esquecido
"Como um vento que passou"
Quero ser lembrado com amor
Autor de coisas boas
comovido com o ontem
Preocupado com o presente,
Hoje!
Quero todos sorrindo quando eu partir,
Afinal,
A minha vida não é aqui!
Estou passando...
Quero ser lembrado pelo meu sorriso,
Sempre,
Pelo meu olhar um tanto triste,
Mas olhando o intimo!
A minha voz mansa calada,
A minha vontade de realizar
E que não foi
Não tive culpa, me impediram!
Lembrem-se de mim antes de eu partir
Lembrem-se de mim ainda aqui
Presente, passado ao seu lado!


Luiz Carlos Freitas
Calu

Águas Claras

Águas claras


Vai chover,
estou olhando
quero ver
não vou perder
vem de longe
do horizonte
em minha direção
e me molhar, não!
Nuvens negras
carregadas de águas
claras
cobrindo as montanhas
gregas
já estão molhadas
e eu ainda nada.
Chuvas de céu
vens como véu
enxagar o meu corpo
ensaboado de mel


Luiz Carlos Freitas
Calu

Raízes e asas

Raízes e asas



Venho de um pedaço de terra
destinado a mim,
terra onde fui fincado
muda essa que criou forma
aflorando
e sem explicação enraizando
demarcando aquele espaço, meu!
anunciando mesmo esquecido
ali estarei sempre!
Então meus caules cortaram
deixando minhas raízes
Para voar aproveitou
semente minha com o ar
e em outro terreno germinar
Novamente enraizei
dessa vez mais forte
muda criou e assim foi...
A cada corte
vento semente minha levava
e mais um terreno marcava
e assim ia sempre
como se tivesse ganhando asas
e raízes lá ficavam
lembrando a minha estada
Raízes e asas.





Luiz Carlos Freitas
Calu




Fotos do google, montagem Luiz Carlos Freitas.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Natureza x homem

Uma chuva devasta quase toda uma população deixando muitos desabrigado, feridos e mortos, dai é lançado uma pergunta: De quem é a culpa, da natureza que esta no espaço dela, do homem com sua ignorância, de quem é a culpa se há culpado?

Gente o que eu quero dizer é o seguinte, estamos vulneráveis sim, mais o que acontecem em muitas vezes é muito culpa do homem e todos nós sabemos disso, só não conseguimos admitir e a mudar!
Espero que tudo fique bem daqui para frente e que se abra a mente de todos!
Vamos fazer a nossa parte porque estamos ocupando um espaço que não é nosso, e sim da natureza!
Um bom final de semana a todos!


Luiz Carlos de Freitas
Calu

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Olhos lentos ainda atentos


Paraliso-me no tempo

meu olhar fica lento

no espaço atento

estrelas cruzam o Céu

olhos vêem sobre o véu

azul marinho ao léu

nada mas cruel

nada mais seu

estrelas voltam a riscar

o Céu de lá para cá

e meus olhos não viram passa

nada mudará

tudo mais tarde retornará

ao meu lento olhar

no espaço de Iemanjá

na ilha de Madagáscar

no solo que se criará

ao tempo de procriar

olhos lentos, ainda atentos!




Luiz Carlos Freitas

Calu

quinta-feira, 25 de março de 2010

caminhos a passa


Um destino traçado

por um caminho marcado

antes uma vida de dor, ardor

de sofrimento...

de nada

logo passado um caminho

há inclinar

para ela passar

encontrando bons amigos

passado também por caminhos

sofridos

pronto a lhe dar abrigo

e ir seguindo

o caminho a percorrer

para não cometer os erros

cometido.

vidas de experiências,

de exigências,

de caminhos...

Altos, baixos

quarta-feira, 17 de março de 2010

Recomeço






Tenho que ir!

Não tenho forças,

acabou

vergonha sinto

não quero...

tenho que ir!

Eu vou em busca

passo a passo

sem forças, eu vou,

chego

distancio-me de lá

estou aqui

tudo recomeçou...



Luiz Carlos Freitas

Calu

O que somos?









O que somos?


Uma alegria aflorada,


um rosto na multidão,


um gesto desfeito,


um corpo encontrado...


O que...


Um sorriso seu,


meu amigo, amigos,


alegria reunidas,


festas


o que...


Um olhar despertador

o luar iluminado,

sem vontade de chorar,

já chorando.


O que...


Eu quero

Que tenhas amor!







Luiz Carlos Freitas



Calu

Fuga de si mesmo





Lado a lado me distancio

mais ela esta lá!


Sempre me acompanha

querendo um toque meu

sempre querendo a minha alma

e eu correndo... com medo seu?



Uma hora a quero

outra me desespero, porque?

E ela é linda, pura...

Eu sofro choro,... não sei



E ela esta ali

pronta a me invadi

como posso ser duro

com algo que não me ver

no escuro?



A Luz brilha sempre

porque faço essa maldade?

Com a luz da felicidade.



Luiz Carlos Freitas

Calu