quinta-feira, 22 de julho de 2010

O que tenho de meu?











Os meus olhos de imagem
 A minha vida de Deus
A minha boca de outras
O que tenho de meu?




Os meus cabelos crescem e saem
Os meus braços abraçam os seus
As minhas pernas dos caminhos
A minha boca sorrindo



Os meus passos vão levar
O meu corpo daqui para lá
As minhas roupas eu comprei
O que tenho ainda não sei



O meu amigo é de outros
A minha casa não é minha
Aquela praça de um todo
O que é meu será que tinha?



O perfume a me perfuma
Não tenho cheiro próprio a exalar
No espelho a me olhar
E a imagem esta sozinha




O coração que vai parar
O sangue a calhar
A sombra a me rodear
O sol que nasce e morre todos os dias



Nada aqui é meu!
Sou alma passageira
Com coisas a cumprir
Sou grão de areia, com outras vim me unir.



Certeza...
O que tenho de meu?






Luiz Carlos Freitas
Calu
24/08/2009

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Impaciefala

Palavras, gestos, gritos
Homens se estourando
Mulheres se abalando
Com o desespero, a defesa
Tudo com prejuízo físico, moral
Hoje “homem” não fala
Hoje “homem” mata
A pele do seu corpo
A juventude passada
E os antigos presentes
Ontem existia conversa
Hoje feridas na fala
Tão cortante como uma faca
Ontem sorriso ao cruzar outro ser
Hoje olhar de devora você
Cade a historia, o ontem?
Não, não existem mais
O que passou, passou
Hoje não se sabe
O que vai ser do amanhã.




Luiz Carlos Freitas
Calu
06/07/2010










Inédito

Em breve um novo trabalho feito com dedicação!
Luiz Carlos Freitas
Calu

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Não deletério de meu escuro

Por horas pensei no escuro
mais tudo era absurdo
um mundo perdido
corpos, almas sumidos,
tudo tornavas se escudo
horas nada marcavam
invisíveis iam ficando as estradas
não corriam mais nada
absolutamente nada!
O meu corpo flutuava
olhos derramando lágrimas
na esquina do longo nada
na história de nova data
gestos todos invisíveis...
falas agora, terríveis
tudo ontem sem jeito
amanhã nada desfeito
espelhos verdadeiros
mostram as horas derradeiras
não fui eu o deletério
de um mundo sempre em mistério.


Luiz Carlos Freitas
Calu


Significado da palavra deletério
Veneroso, que ataca, nocivo, que corrompe.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Homens piapros

Lamento os homens de imagem
buscando tudo a sua margem
tirando ilusões de quem não sabem
de onde vens e para onde vais.
Pobre do homem que não foi rei
mais leva tudo no papo,
pobre da lua que conheceu piapro
pobre piapro que se tornou Deus
luas apareceram, a medida
por todo reino mulheres mostrando a barriga,
por toda a cidade o cheiro da fertilidade,
por toda éra, desejo sem idade.
Pobre do homem feminino
aquele já teve um menino
pobre menino sem ninho
esse já encontrou paz... Sozinho.



Luiz Carlos Freitas
Calu

Devaneio



Digo não as minhas necessidades,
minhas indecisões...
Falta de confiança?
As minhas ansiedades,
maldades...
Esperas que nunca chegam
vontade de não viver de você
ciúme que me rasga de fora para dentro
olhos não me deixam ver,
sofrimento
discussão de minha neurose
o pulsar do meu coração,
lágrimas
digo não a tudo,
a vida, a mim, ao meu...
digo
não ao existir.





Luiz Carlos Freitas
Calu


Devaneio, assim é essa pessoa que é forte para encarar o mundo, mas muito fraco para encarar os monstros de seus pensamentos.
Dedico a mim por ato e atos.

Orifício



De volta aquele estado físico
daquele orifício ao longo perdido
não mais esquecido por atos bandidos
por toques sofridos
de volta o caminho
de quem se arrependeu
e não mas esqueceu
da voz do Orfeu
que não a matou
 mais foi e morreu
diante da trilha
um dia esquecida
mas a mão não esqueceu
de volta a entrada marcada
por muitos arrasados
a imagem sagrada
que a natureza nos deu
de volta marcará um dia
o que antes era teu
de volta esta o orifício
modificado.



Luiz Carlos Freitas
Calu

Policio-me

Estou sempre me policiando
nada ocasional, sempre proposital!
Sorriso não dou não
com medo da oposição
vivemos no mundo onde tudo é desilusão
sorriso a um estranho
coisa de outro mundo
andar com passos curtos
hoje um absurdo
vivo me policiando
olho para todos os lados
tomando sempre cuidado
meu olhar pode incomodar,
o meu falar irritar,
tenho que me policiar
para poder circular.





Luiz Carlos Freitas
Calu

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Vidas do amanhã






Vidas de rancor, destroi
sem pudor o sentimento amor
que de meu irmão, não vejo mais!
Vidas de sofrimento, pelo tempo
que meu sorriso apagou,
sem ressentimentos!
Vidas de amarguras,
logo a beira da estrada,
vemos quando passamos,
olhamos, só olhamos...
Vidas sem entender,
Porque?
Entardecer, anoitecer, amanhecer
o amanhã será proposital?
Vidas de desilusões,
para o dia seguinte,
sem alucinações, teremos pão?
Vida entregue as vidas concupiscências,
não se diz mais te amo,
falta oportunidade, consciencia,
falta coragem...




Luiz Carlos Freitas
Calu